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Fiocruz pede restrição de 14 dias das atividades não essenciais em estados e cidades com UTIs lotadas por Covid

JBelmont

23Mar2021

Por Belmont às 23h04

Com exceção do Amazonas e de Roraima, todos os demais estados do Brasil estão na classificação de 'alerta crítico' de lotação de UTIs.


Por G1



Boletim da Fiocruz que pede restrição de atividades por 14 dias tem como destaque o "colapso do sistema de saúde" — Foto: Reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que todos estados e cidades classificados em "alerta crítico" por causa da lotação de leitos de UTI para tratamentos de Covid-19 devem restringir todas as atividades não essenciais por 14 dias. Com exceção para Amazonas e Roraima, todos os estados do Brasil e o Distrito Federal estão na classificação de "alerta crítico".

A recomendação foi divulgada nesta terça-feira (23) no "Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz".

Além de sugerir a restrição das atividades para buscar a "redução de cerca de 40% da transmissão", os especialistas pedem o uso obrigatório de máscaras por pelo menos 80% da população.

"Desde o início do mês de março, o país assiste a um quadro que denota o colapso do sistema de saúde no Brasil para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a Covid-19. (...) Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da pandemia no país, nos estados e nos municípios" - Boletim da Fiocruz

Ocupação de UTIs
A Fiocruz aponta que as taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no SUS, verificados na segunda-feira (22) "continuam indicando um quadro extremamente crítico".

" (...) na região Norte, a saída do Amazonas da zona crítica para a de alerta intermediário, agora com uma taxa de 79%. Em contraponto, alerta para a piora do quadro na região Sudeste: na última semana, em Minas Gerais, a taxa cresceu de 85% para 93%; no Espírito Santo, de 89% para 94%; no Rio de Janeiro, de 79% para 85%; e em São Paulo, de 89% para 92%. A região Sul e a Centro-Oeste mantiveram taxas superiores a 96%. Piauí (96%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (96%) e Pernambuco (97%) destacaram-se com as piores taxas na região Nordeste." - Boletim da Fiocruz
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José J Belmont Natural de São José de Campestre RN Radialista, ex vereador de Mossoró e ex deputado estad…
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